É preciso cair no precipício para saber que está vivo.
Talvez seja algo ruim, mas talvez seja algo bom.
Às vezes vou para um lugar com água rasa.
Fico na superfície à deriva sem perspectiva.
Sempre que vem esse estado de espírito,
parece que a água ganha uma profundidade
e eu afundo com ela, me afogando sem poder me mexer.
Quero sair, quero me afastar e quero subir.
Mas o fundo do poço é uma prisão perpétua
até que haja uma nova avaliação de sentença.
O pior da situação é o resto do mundo inteiro.
“Tente”, “É so fazer”. Eles conseguem dizer tanto
Só para eu perceber depois que entendem tão pouco.
Sorte minha conseguir voltar para a água rasa,
Senão o cenário mudaria para o penhasco,
de onde eu me jogaria e ninguém jamais me veria de novo.
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