02/02/2025

Tudo o que pude

Nada mais vale a pena quando quem não te conhece cria persona sua que na realidade não existe mas coexiste na realidade alternativa que essa pessoa criou gerando um colapso de informações que se contradizem em pauta e se perdem no caos.
Nada mais vale a pena.
Mas, depois de um tempo você vê que dispôs a ele informações picotadas que basearam a criação de uma pessoa completamente diferente de você própria, essa pessoa que ele criou é falsa- você nem consegue fazer isso-, deselegante - não que você seja a pessoa mais elegante do mundo-, mal educada - não que você seja o poço de educação-, rude - na verdade você é, muito-, e várias outras coisas as quais não consigo lembrar.
Nunca, em momento algum você disse algo profundo, por isso acham você rasa.
Aqui vai informações profundas sobre mim: 
Eu sou alérgica a Inhame;
Gosto mais de ver o Nascer que o Pôr do Sol, acho que o Pôr do Sol nós conseguimos ver com certa frequência, já o nascer, você precisa sacrificar algo. Para mim, isso é belo.
Gosto de estudar sobre a evolução humana e origem das espécies. 
Tenho medo de morrer em hospital e não autorizarem a doação dos meus órgãos.
Enfim, o que eu podia fazer para impedir?
Se criou uma Rosimiris Auxiliadora que diverge da original e que me assombra e àqueles que a criaram quem poderia prever que da ausência surgem monstros, sombras e fantasmas dos quais não se pode interagir banir ou aniquilar.
Eu não pude fazer nada, eu não pude dizer quem eu era, não pude mostrar as danças, porque lá ninguém sabe dançar, não pude cantar as baladas, porque lá ninguém sabe ouvir.
Eu não pude.
Eu não posso.
Eu nunca vou poder.

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